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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Entrevista 04







Ele é baterista da Banda TRINDADE family, uma banda evangélica que está entrando no cenário musical gospel com o CD " LIVRE", embora não sendo um santa-ritense ele faz sucesso em Santa Rita juntamente com seus irmãos, o convidado desta semana de "Café com Siéllysson" é Daniel Trajano.

SIÉLLYSSON – Como surgiu a ideia de formar uma banda com seus irmãos?

DANIEL TRAJANO - A ideia surgiu quando meu irmão Trajano Jr. (cantor/compositor) participou de um festival de música em João Pessoa, no qual eu era integrante do grupo de instrumentistas que fazia os arranjos musicais. Meu irmão conseguiu chegar à final ganhando em segundo lugar, como demorava muito para a organização do festival cumprir com o contrato de gravar um CD, senti que era hora de agir e não esperar pelos outros, aproveitando que muitos gostaram e já tínhamos um certo tipo de popularidade, por tanto nos juntamos e gravamos nosso CD , que por sinal nem tínhamos o nome da banda ainda, só escolhemos depois do CD Gravado


SIÉLLYSSON – Por que escolheram o nome da banda “Trindade Family”? Quem teve essa ideia?

DANIEL TRAJANO - Na verdade o nome da banda veio simplesmente pela influência de sermos três irmãos, tivemos a idéia em grupo ...


SIÉLLYSSON – Entre alguns projetos que você já executou em Santa Rita e em João Pessoa encontrei o “Aprenda Rápido & Fácil ”. Qual a finalidade?

DANIEL TRAJANO - O que podemos concluir nesse Projeto é que os jovens das igrejas estão recorrendo para outras alternativas de estudo e aplicação da “MÚSICA”, e meu papel enquanto profissional é incentivar e estimular nossa geração de músicos Levitas nas igrejas; meu lado levita é abrir os olhos dos jovens talentos que temos nas igrejas, trazendo a eles o verdadeiro contexto da adoração e da perseverança de louvar. Existe psicologicamente um prazer em tocar um instrumento, é preciso apenas saber condicionar-lo ao prazer espiritual, entender o objetivo. Mas seja qual for intuito do aluno, meu dever é passar todo conteúdo de forma estimulante e motivadora através de fundamentos metodológicos e técnica que lhe dará crescimento e desenvolvimento musical, dentro ou fora da igreja.


SIÉLLYSSON – A “Banda Trindade Family’ é um projeto independente ou vocês têm gravadora? Qual a importância de artistas terem uma gravadora?

DANIEL TRAJANO - Gravamos nossos CD´s independente, não temos gravadora ainda. Creio que esse [ter uma gravadora] é um grande passo de uma banda que queira entrar na mídia, pois a gravadora dá esse respeito além de fazer a mídia do CD, divulgação, inserção de CD´s nas lojas e rádios, é verdadeiro passo para o profissionalismo...

SIÉLLYSSON – Você também é professor de bateria, até há dicas no seu site de como iniciar-se no estudo da bateria. Quais são os seus planos dentro desse campo de “aulas de bateria”?

DANIEL TRAJANO - Sim! Ensino a tocar bateria, a perspectiva é levar música para todos “a um preço bem acessivo”. Sinto que há uma mudanças em relação à valorização da cultura, a música está ganhando apreciação entre os jovens, talvez por influencia das mídias TV´s...

Com o projeto - Aprenda Rápido & Fácil, onde leciono em várias Igrejas; tem sido muito gratificante, todos procuram; crianças, adolescentes e jovens de todas as idades...

SIÉLLYSSON – Você além de baterista toca outros instrumentos e é produtor musical?

DANIEL TRAJANO - Bom, ser produtor musical é meu sonho, mas vez por outra estou ouvindo as musicas de F Trajano Jr, para analisar arranjos e as músicas novas que podem ser futuro sucesso. Toco outros instrumentos: percussão, violão, flauta, gaita... Sou muito curioso na área musical, pois imagino um universo e cada instrumento traz consigo suas características: físicas, emocionais e sonoras...


SIÉLLYSSON – De que forma as redes sociais foram ou são importantes na divulgação do trabalho de vocês?

DANIEL TRAJANO - As redes sociais contribuem de forma dinâmica, a informação chega rápido às pessoas; a internet tem grande potencial de divulgação e través de vídeos postados na rede e recados em redes de relacionamentos conseguimos manter o público informado, principalmente para nós que não possuímos ainda um empresário.


SIÉLLYSSON – Vocês não são paraibanos, mas há muitos anos estão morando em Santa Rita. Hoje qual a importância da cidade em sua vida?


DANIEL TRAJANO - Estamos na Paraíba, especificamente em Santa Rita, há mais de uma década, desse modo a importância dá-se pelo fato de a cidade acompanhar o percurso da nossa arte, a origem não é tão relevante quanto à vivência em determinado lugar, o que nos possibilita ser referencial para nossa cidade e dessa forma encontrarmos motivação para divulgarmos nossa cidade.

SIÉLLYSSON – As letras do novo álbum de vocês Saudade são letras românticas. Qual é o seu estilo musical? Aquele que você mais curte produzir e tocar?


DANIEL TRAJANO - Quando se fala de estilo musical, sem dúvida, o estilo Pop Rock Acústico, estilo de batidas leve ao rock, porém mantendo certa leveza harmônica onde a voz pode ser ouvida e compreendida a mensagem da canção; e em relação às letras, este CD é romântico, uma série especial que aborda sentimentos encontrados em todas as pessoas independentemente de religião, entretanto o gênero gospel está mais presente no nosso repertório onde tratamos de causas sociais e falamos do amor de Deus de uma forma em que qualquer pessoa pode apreciar.


SIÉLLYSSON – Deixe uma mensagem para os leitores deste blog.


DANIEL TRAJANO - Agradeço a todos pelo simples fato de estarem lendo essa matéria e conhecendo um pouco sobre nosso trabalho; a todos vocês desejo muito sucesso e, se tendes um desejo ou sonho, qualquer que seja, comece a criar metas e objetivos para alcançá-los, procurem pessoas da área, invista tempo e recursos, busque; plante a semente do sonho e com determinação REGUE... Paz!


PARA CONHECER MAIS O TRABALHO DA BANDA ACESSEM:

Link do vídeo Deus vem cá no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=eXxWwhqLhJs

ou

http://youtu.be/eXxWwhqLhJs

Canal no YouTube para ver todos os vídeos:

http://www.youtube.com/user/trindadefamily

* Vídeos de Daniel Trajano na Bateria:

01: http://www.youtube.com/watch?v=bkAweaenUII

02: http://www.youtube.com/watch?v=23rLunU5RIk

As imagens acima são de divulgação do artista, arte: Siéllysson

quinta-feira, 5 de setembro de 2013



Entrevista 03



Filho de agricultores que chegaram a Santa Rita durante a Revolução de 1930, seu nascimento foi num sítio no Alto dos Eucaliptos, foi ambulante até os 18 anos, precursor na Educação do Ensino Privado no Bairro Popular, renovador nos desfiles cívicos na cidade de Santa Rita, presidente de vários clubes esportivos do nosso município, o professor Francisco de Assis é o entrevistado de hoje do "Café com Siéllysson"

SIÉLLYSSON - Sua Escola foi pioneira no Ensino Particular Bairro Popular. Qual a duração?
FRANCISCO DE ASSIS - Iniciamos no ano de 1959 e fechamos o Instituto São Francisco de Assis em 1997.

SIÉLLYSSON - Para o senhor o que marcou na sociedade santa-ritense a trajetória do Instituto São Francisco de Assis (ISFA)?

FRANCISCO DE ASSIS - Muitas coisas marcaram, seja no compromisso que tínhamos com a aprendizagem dos alunos, seja nos desfiles que permanecem na memória de muita gente.
SIÉLLYSSON - No total foram quantos desfiles e qual o mais marcante para o Senhor?
FRANCISCO DE ASSIS - Iniciamos no ano de 1964 e realizamos o último no ano de 1987. Na maioria desses desfiles não tínhamos ainda Banda Marcial, então eram convidadas Bandas de João Pessoa o que atraia muito. As pessoas esperavam numa perspectiva grande o nosso desfile. O desfile mais marcante para mim foi o de 1969, acredito ter sido o mais caprichado, com a participação da Banda Marcial do Colégio Getúlio Vargas do município de João Pessoa. Trabalhos as belezas dos estados do Brasil, esta temática já tinha sido abordada em desfiles anteriores, como o de 1966 onde o tema central era "As Regiões Brasileiras", no ano seguinte trabalhamos "Trajes Típicos do Brasil", mas em nenhum desfile conseguimos superar o de 1969.

SIÉLLYSSON - O que havia no "Oiapoque ao Chuí"?
FRANCISCO - Comidas típicas, danças folclóricas, roupas regionais e tantas outras belezas do nosso país.

SIÉLLYSSON - Não guardou esse acervo?
FRANCISCO DE ASSIS - Não. Não tive muita preocupação de guardar essas imagens. Não tínhamos a consciência do povo de hoje em que tudo armazena no computador. Muitas fotos foram dedicadas a amigos, outras ficaram com alunos. Certo dia comecei juntar tudo o que restou de fotografias e alguns documentos... até escrevi uma plaqueta sobre o Instituto São Francisco de Assis.

SIÉLLYSSON - Você é conhecido como Professor Francisco de Assis, mas este não é seu verdadeiro nome, não é verdade?
FRANCISCO DE ASSIS - É verdade. Meu nome é José Francisco da Silva Filho, mas devido o nome de fantasia da Escola, passaram a me chamar de Francisco de Assis.

SIÉLLYSSON - O Senhor teve quantos anos de sala de aula?
FRANCISCO DE ASSIS - Muitos, no total foram 51 anos de sala. Iniciei muito cedo, um grupo de pessoas me procurou para eu dá-lhes aula de reforço para prestarem a prova de Admissão, era uma avaliação que se fazia antes de entrar no que hoje chamamos de 6° ano. Acredito que eu tivesse uns 18 anos, a partir daí comecei minha carreira em sala de aula e só parei quando me aposentei, em 2010 pelo Estado. Do ISFA iniciei em 1959 e meu último trabalho como professor estadual me aposentei em 2010.

SIÉLLYSSON - Gostava do que fazia?
FRANCISCO DE ASSIS - Sim, gosto de ser professor, mas se eu fosse fazer uma escolha profissional nos dias atuais não seria mais professor.

SIÉLLYSSON - O que seria?
FRANCISCO DE ASSIS - Seria arquiteto, o campo de trabalho é maior. Você pode trabalhar em várias repartições, há um leque de oportunidades, bem diferente da vida de professor.

SIÉLLYSSON - O Senhor iniciou os desfiles cívicos num período conturbado da nossa história que foi a Ditadura Militar. Isso influenciou nas escolhes dos temas?
FRANCISCO DE ASSIS - De certo modo sim. Desfilávamos sem poder modificar ou transformar o que se referia "civismo" do Brasil, pois era tudo censurado pelo Regime Militar e nós não queríamos ter modificar tudo de última hora.  Na década de 1960 desfilávamos muitas vezes sozinhos, sem participação do trânsito, nem segurança e tínhamos que providenciar tudo isso para poder pôr a escola na rua.

SIÉLLYSSON - Vi algumas imagens em que o ISFA estava acompanhando a procissão de Santa Rita. Isso era comum?
FRANCISCO DE ASSIS - Sim, muitas vezes recebíamos o convite da Paróquia de Santa Rita de Cássia para acompanhar a procissão e a escola ia, parecia mesmo um desfile. Os alunos comportavam-se e acompanhavam tranquilamente.

SIÉLLYSSON - Como o Senhor encarou o fechamento do ISFA?
FRANCISCO DE ASSIS - Não foi fácil, mas não foi a única empresa que teve que fechar as portas. Ser um profissional na área da Educação é ter que acompanhar o ritmo da época, tem que ter uma visão global, ter dinâmica e flexibilidade. Isso acontece porque são muitas mudanças e tudo rápido demais. O ISFA necessitava de uma Assessoria de Planejamento, mas chegaram os momentos inesperados que não foi possível realizar o sonho futuro. O declínio da escola começou no início dos anos 90, durante o governo do presidente Fernando Collor, mas foi no governo de Fernando Henrique Cardoso que fechamos as portas do ISFA, em 1996.

SIÉLLYSSON - Qual mensagem você deixaria para quem está iniciando?
FRANCISCO DE ASSIS - Deixo aqui a frase que usei para o ISFA em seus materiais: "Um líder não se faz por acaso", sendo assim, os jovens precisam esforçar-se e ter disciplina para construir sua história.


 Entrevista 02



Seu nome é referência na moda e na fotografia, Ricardo França é mais um santa-ritense que faz a diferença na cidade.

SIÉLLYSSON - Qual é a sua formação acadêmica?
RICARDO FRANÇA - Sou formado em Arte e Mídia pela Universidade Federal de Campina Grande.

SIÉLLYSSON -  Quando surgiu sua paixão pela fotografia?
RICARDO FRANÇA - Eu sempre fui interessado pelas artes de uma maneira geral. Gostava de desenho, de música, de cinema entre outras coisas, mas foi só no terceiro período do meu curso que conheci a arte de fotografar.  Até então, não havia tido a oportunidade de conhecer os equipamentos e, não fazia ideia de quão interessante esta arte poderia ser.

SIÉLLYSSON - Você já fez imagens de nascimento, casamento, moda, natureza morta, cidades e tantas outras coisas, mas o que você mais gosta de fotografar?  E por quê?
RICARDO FRANÇA - Na verdade eu não tenho um tema preferido. Mas gosto muito de fotografar coisas que, de uma maneira direta ou indireta, se relacione com o que sinto. Muitas de minhas fotografias, aqui ou ali, têm relação com um sentimento meu. Há quase sempre uma identificação.

SIÉLLYSSON - De todo seu trabalho com fotografia, teve algum que tenha lhe emocionado?
RICARDO FRANÇA - Fotografar Salvador foi bem importante para mim. Foi uma viagem feita meio de surpresa e que me proporcionou passar alguns dias apenas pensando em fotografia. Além disso, como eu já disse, as fotografias que faço quase sempre carregam coisas que sinto ou que senti durante a realização da foto. Eu olho, sinto e clico. Se não sentir algo que mexa comigo, eu não clico. Em Salvador, eu vi coisas que os cartões postais e anúncios de TV não costumam mostrar. Pessoas simples e humildes, vagando para lá e cá, permeados pelo vazio que a comercialização turística deixa quando não é alta temporada.

SIÉLLYSSON - Em seu blog tem um espaço onde você se expressa sobre coisas diversas, como saudade, tesão, filmes, cenas que parecem ser congeladas, mas reveladas para os leitores. Você não acha que se expõe demais ao descrever seus sentimentos?
RICARDO FRANÇA - Eu acredito que não. Eu não tenho o que esconder e também não posso dizer que, necessariamente, o que está no blog tenha sido vivido ou sentido por mim. O "I've been thinking (tenho pensado) ... Vi, vivi, ouvi e criei" é um espaço onde eu pratico uma de minhas expressões artísticas. Não me acho um poeta, mas escrevo. Artisticamente, eu me considero múltiplo. Gosto de coisas diversas e aproveito as oportunidades que tenho para me expressar.

SIÉLLYSSON - Numa dessas anotações você cita que gosta de fotografar a natureza próxima a sua casa e conclui com a seguinte frase: "Minha pluralidade se satisfaz na minha ruralidade... e a minha ruralidade se satisfaz na minha pluralidade". Afinal, você é mais rural ou urbano? Qual é o seu estilo de vida?
RICARDO FRANÇA - Eu gosto da praticidade que uma cidade grande pode proporcionar e adoro a calma e a boa qualidade de vida que as zonas rurais proporcionam. Adoro João Pessoa e amo Santa Rita, apesar de João Pessoa não ser uma cidade tão grande assim e Santa Rita não ser uma zona rural propriamente dita. Gosto de coisas diversas e não tenho uma regra para as coisas. Se me faz bem é bom. Sou meio sem regras e definições preestabelecidas, apesar de me entender completamente bem inserido nestas "indefinições".

SIÉLLYSSON -  Você já fez fotos lindas do Rio de Janeiro, Salvador e, no seu trabalho de término de curso, fotografou a cidade de Santa Rita. Que influência e importância a cidade de Santa Rita tem em sua vida?
RICARDO FRANÇA - Santa Rita é bastante importante. Passei mais da metade de minha vida aqui. Vivi coisas na minha infância que estão muito relacionadas com a história do meu país. Meu avô trabalhou em usina de cana de açúcar e, quando comecei a estudar história na escola, ouvia e lia que a cana de açúcar foi umas das forças motoras para a construção do país. Muitas vezes, durante as aulas, me lembrava de momentos marcantes em minha infância. Brincar em meio a canaviais, entre máquinas de moer cana, atravessar o Rio Paraíba quase que diariamente entre outras coisas são lembranças que marcaram. Eu me orgulho de ter vivido isso.  Minha família, minha melhor amiga e alguns de meus sonhos pessoais e profissionais estão voltados para esta cidade. Tem como ela não ser importante?

SIÉLLYSSON - O que lhe traz inspiração para uma sessão fotográfica? Você é do tipo que vai vendo e fotografando ou pensa antes o que vai imortalizar pela lente?
RICARDO FRANÇA - O processo de fotografar depende do que eu pretendo ou preciso fazer. Quando tenho tempo, eu elaboro ideias prévias para executar durante a sessão. Quando não há tempo e tem de ser feito, eu me apoio em fundamentos da técnica e o bom uso do olhar. Afinal de contas, sem ter um bom olhar, a técnica não me serviria de muita coisa. Apesar de ter falado em técnica, eu tenho de dizer que a fotografia para mim é algo que vai além. Ela registra e serve de "documento", mas eu busco sempre pensar na fotografia como uma expressão artística e, na arte, mais vale a intenção e o que ela causará, que os meio que foram utilizados para chegar ao resultado final.  Sou disperso em se tratando de saber sobre equipamentos, termos técnicos disso ou daquilo ou o nome de um grande fotógrafo aqui e acolá. É certo que o conhecimento vasto sobre fotografia é necessário, mas não dá para eu buscar intenções artísticas autênticas me guiando única e exclusivamente em referências preestabelecidas. Eu gosto de me sentir livre.

SIÉLLYSSON - Você hoje tem uma loja de camisas com sua marca "difrança" Por que você dedicou-se a moda e qual é o seu estilo?
RICARDO FRANÇA - Eu sou um ser múltiplo e sempre gostei de conhecer e buscar saber sobre várias coisas. Não diria que tenho um estilo, pois sou bastante avesso à amarras. Eu gostava de desenhar e, assim, fui desenvolvendo desenhos de roupas. Depois de minha graduação, em 2006, até cheguei a estudar em um Curso de Especialização de Figurino e Carnaval, no Rio de Janeiro, mas acabei desistindo.  Hoje, trabalho bastante com artes gráficas e este foi o principal motivo para eu me aproximar da moda. Nesta, eu trabalho com camisetas e faço delas minhas telas. Crio as artes e as utilizo como estampas para os produtos da difrança.

SIÉLLYSSON - Você está com algum projeto no momento ou tem algum que esteja para ser lançado?    
RICARDO FRANÇA - Ainda não tenho nenhum projeto publicado. Não havia tido tempo nem me dedicado a um projeto específico. Mas, agora, estou trabalhando em um projeto que culminará com um livro. Nele, eu vou unir a poesia com fotografia e será lançado até dezembro deste ano.
As imagens acima são autofografias de Ricardo França retiradas do seu orkut.

Conheça um pouco mais sobre o trabalho de Ricardo no seu novo blog:
www.cadumzao.tumblr.com
(Ricardo França hoje faz fotos, deixou a marca Difrança de lado e reside em Santa Rita, mas sua casa é o mundo, as imagens)
 O vereador Sebastião do Sindicato marcou para quarta feira (04/09) uma sessão especial na Câmara de Vereadores de Santa Rita para homenagear o historiador e escritor Siéllysson Francisco que tem dois livros de história publicados, onde a cidade de Santa Rita tornou-se foco das pesquisas. Graduado em História pela UFPB e Especialista em História do Brasil pela Faculdade Integrada de Patos realizou uma vasta pesquisa em fontes documentais e iconográficas que resultou no seu primeiro livro Santa Rita: a herança cristã do Real ao Cumbe reconstituindo a história do patrimônio sacro dos banguês da várzea do Paraíba.

Durante o mestrado em Ciências das Religiões pela UFPB, o historiador investigou as extintas irmandades em duas cidades, Areia e Santa Rita, a conclusão da pesquisa se transformou no livro O lado negro da fé: irmandades de Santa Rita e de Areia do século XIX, obra esta que foi indicada ao prêmio Dom Oscar Romero de Direitos Humanos pelo CEDHOR (Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero) e o levou a ser homenageado pelo Conselho de Cultura como mantenedor da cultura afro-brasileira santa-ritense. (ver foto)

Siéllysson também é co-autor de Os mitos e suas abordagens (Editora Zarinha, 2008) e recentemente lançou seu primeiro livro de crônicas, onde a cidade é descrita de forma leve e bem humorada. A ONG Espaço Múltiplo estará realizando uma tarde de autógrafo com o escritor em sua sede em Tibiri II, no domingo (15/09).

Siéllysson é professor convidado no curso de Convalidação da Faculdade de Teologia Kúrios, na Paraíba, e professor efetivo do município de Santa Rita. Atualmente pesquisa a religiosidade no Brasil imperial com vários artigos publicados em Anais Científicos e será colunista de nosso site em breve. Segundo o vereador Sebastião “além da homenagem, Siéllysson fará uma apresentação de suas obras. Será um momento importante, pois iremos prestigiar um grande talento de nossa cidade.” Divulgou o vereador em nota em suas páginas nas redes sociais.


Matéria: Rafael Freitas, Fonte: Santa Rita em Foco ( no dia 29/08/2013 - 23:12)
As imagens são do acervo do vereador Sebastião do Sindicato (04-09-2013)

A Câmara Municipal de Santa Rita realizou nesta quarta (04), às 10h, no Plenário da Casa de Antônio Teixeira, uma sessão especial em homenagem ao escritor e professor Siéllysson Francisco da Silva.
Em atendimento ao requerimento nº409/2013, de autoria do vereador Sebastião Bastos (PT), a sessão propõe homenagear e buscar uma política de valorização dos talentos de escritores locais, divulgando e apoiando as pessoas que lidam com cultura, esporte, entre outros.

O vereador Sebastião iniciou a sessão para recepcionar o homenageado e explicar sobre os motivos da solicitação do requerimento. “Há uma necessidade de valorizar os santaritenses, e porque não trazer essa oportunidade de mostrar os talentos de pessoas que se esforçam e constroem a história de Santa Rita”, aquiesceu Sebastião.

Após algumas considerações do presidente da Casa, Joselito Carneiro (PTC), o professor Siéllysson Francisco da Silva discursou na tribuna e agradeceu a atitude do vereador Sebastião pela homenagem. O escritor explanou um pouco sobre sua história, seus livros, as dificuldades de conseguir material sobre a cidade de Santa Rita e como iniciou sua ligação com a criação dos livros sobre a cidade.
Em seguida, foi aberto ao público e aos demais vereadores presentes, a oportunidade da participação de um debate sobre a história do município de Santa Rita envolvendo os livros de autoria de Siéllysson Silva.

Resumo do perfil do escritor
Natural de Santa Rita, o professor Siéllysson Francisco da Silva é graduado em História pela UFPB, especialista em História do Brasil pela FIP e mestre em Ciências das Religiões.
É autor do livro Santa Rita a herança cristã do Real ao Cumbe (Ideia/FIC-2007) e O lado negro da fé: irmandades de Santa Rita e Areia do século XIX (Sal da Terra-2010), obra indicada ao prêmio Dom Oscar Romero de Direitos Humanos pelo CEDHOR. Siéllysson; e é co-autor de Os mitos e suas abordagens (Zarinha-2008).

Assessoria de Comunicação da CMSR
Patricia Silva - 04/09/2013
 http://www.paraibaurgente.com.br/


Entrevista 01


Maria de Lourdes Ferreira, poetisa santarritense de 80 anos, mora atualmente no estado do Rio de Janeiro, e escreveu um polêmico livro de memórias em dois volumes, com 766 páginas que envolvem várias personalidades históricas do município de Santa Rita. Maria de Lourdes Ferreira abre a sessão "Café com Siéllysson"com chave de ouro.

SIÉLLYSSON - Você já publicou um livro de poesias "Estrelas Cadentes" em 2000 e reeditou em 2010. Há quanto tempo escreve poemas? E por que demorou tanto para publicar suas poesias?

MARIA DE LOURDES: - Escrevo poemas desde a época da escola primária. Muitos desses poemas se perderam na poeira do tempo. Até 1978 eu tinha um caderno com vários. Emprestei a uma pessoa e ela sumiu com meu caderno. Demorei a publicar minhas poesias porque nunca pensei em fazer isso, não entendia muito dessas coisas. Se quando jovem tivesse pensado eu não teria condição financeira mesmo. Não sei se você sabe, mas Estrelas Cadentes e o Entre Flores e Espinhos, são produções independentes. Depois veio a luta pela sobrevivência minha e dos meus filhos. E só agora na maturidade foi que tive tempo e condição financeira. Por um lado foi bom, pois vivi um grande amor e foi inspirada na pessoa amada que escrevi quase todos os poemas do Estrelas Cadentes. Eu continuo escrevendo poemas românticos quando sinto saudade da pessoa amada porque o tempo não apaga um amor tão intenso como o que vivi. Eu vivo das lembranças desse amor. Espero em breve lançar mais um livro de poesia que já tem título Pérolas do meu coração

SIÉLLYSSON - No ano de 2004, você escreveu a história da sua vida em dois volumes com uma riqueza de detalhes impressionante. Você sempre teve uma boa memória assim?

MARIA DE LOUDES: - No ano 2004 comecei a escrever a história da minha vida. Mas há anos que eu vinha fazendo anotações. Eu sempre tive uma boa memória. Na escola e nos cursos que fiz sempre tirei boas notas. Mas muitos fatos da minha vida estavam adormecidos no meu subconsciente e à medida que eu ia escrevendo eles iam surgindo. A minha família e pessoas conhecidas se admiram quando digo para alguém que uso computador e faz pouco tempo que fiz curso de informática, que escrevo esquete (peça rápida de no máximo 1/2 hora), nessas peças atuo e dirijo. Elas ficam de queixo caído. 

SIÉLLYSSON - O porquê de escrever sua história?

MARIA DE LOUDES: - Desde criança eu sempre dizia que quando envelhecesse iria contar minha vida em um livro. Minhas amiguinhas riam de mim, só que eu mesma não pensava que o meu percurso pela estrada da vida seria tão árduo. Por isso dei o título de Entre Flores e Espinhos. Flores pelos bons momentos e espinhos pelos maus que foram tantos. Por querer deixar para minha futura geração uma lição de vida. Porque a vida é uma montanha russa. Ora sobe, ora desce. Devemos nos equilibrar para cair.

SIÉLLYSSON- Quando você escreveu não pensou em usar um personagem fictício para não expor toda sua intimidade?

Pensei, e foi assim que iniciei, mas à medida que ia escrevendo tinha a impressão que estava contando a história de outra pessoa não a minha. Era como se fosse uma história criada pela imaginação, não na realidade. Eu não me importava de expor a minha intimidade, até mesmo as eróticas. Talvez tivesse repensado se fosse escrito anos atrás no período militar, mas atualmente não existe censura, as novelas e os filmes são exibidos com carga de realismo e erotismo e todos gostam.  Se fosse nos anos 50 ou 60 eu não escreveria sobre minhas intimidades principalmente amorosas, me referi ao preconceito da cidade de Santa Rita naquela época, onde tudo era considerado imoral; por uma bobeira fui expulsa do Clube Piratas do Santa Cruz em 1954. Relato no primeiro volume do meu livro de memórias, na página 452 conto como era o preconceito. Em 1964 quando teve início o período militar não tomei conhecimento porque tava em Pau-Brasil envolvida com casamento e gravidez e mesmo em Santa Rita não se falava muito no assunto. Só em 1970 aqui no Rio foi que me inteirei desses episódios. Sei que não fui ética ao escrever os verdadeiros nomes das pessoas que comigo conviveram, estou consciente disso. O livro não foi posto à venda, ficou em família. Só você, Siéllysson, tem os meus livros além de minha família; ao público somente os volumes que foram enviados para a biblioteca de Santa Rita por meio de você, são dois ou três volumes, que se alguém se sentir ofendido é só retirar.

SIÉLLYSSON - Praticamente todo o volume 1 se passa na cidade de Santa Rita, que hoje é muito diferente da cidade descrita por você. Qual sua relação com a cidade hoje em dia?

MARIA DE LOURDES: - Sim. Todo o volume 1 e metade do 2 se passa na cidade de Santa Rita. Quando meus pais vieram para este município eu era bebê de colo. Eu a considero minha cidade de origem. Foi onde cresci e vivi. Não tenho relação nenhuma com a cidade de Santa Rita de hoje. O pouco que sei dela é por meio do seu blog e quando visito o site oficial dela para saber notícias que, aliás, são bem desagradáveis. Não é mais a minha cidade.

SIÉLLYSSON - Você é uma mulher budista, num país dito cristão. Como se deu esse processo de conversão? Você tem muito que explicar as pessoas por praticar uma religião ainda pequena em nosso país?

MARIA DE LOURDES: - Ao conhecer o Budismo fiquei desconfiada por não conhecer a religião, Já havia lido alguma coisa a respeito mas nada de interesse profundo. A facção budista a que pertenço é a SGI. Aqui no Brasil é  Associação Brasil Soka Gakkai Internacional e a sigla e BSGI. Passei sete anos estudando tudo que dizia a respeito da religião, inclusive suas escrituras. Em 1984 me converti já sabendo o que queria, afinal foram sete anos de estudo. Tenho até o grau médio do Budismo. Foi assim que se deu minha convenção. Eu não tenho muito que explicar as pessoas. Quando me perguntam respondo o que sei e dependendo da pergunta, se a pessoa se interessar eu a convido para assistir nossa reunião porque lá tem pessoas que esclarecem melhor. Mas ensino a recitar o mantra.
Realmente o Budismo ainda está engatinhando em nosso país e dificilmente alcançará o Cristianismo. Acho que religião nenhuma aqui no Brasil se igualará ao cristianismo, quanto mais superar. Na minha família só eu e umas filhas praticamos o budismo, os outros membros da família não têm religião. Apesar de pequena a nossa facção muitos famosos são praticantes. A cantora Elza Soares, Bethe Farias, Diogo Vilela e muitos. Temos 192 países e território onde a facção SGI prevalece. Essa facção não tem templo e sim Sede Regional e Centro Cultural. No Brasil temos muitos colégio e creches Soka.

SIÉLLYSSON - Que parte da sua vida foi mais difícil escrever? E por quê?

MARIA DE LOURDES: - A parte mais difícil de escrever e que não contive as lágrimas, foi quando relatei a noite em que minha mãe atentou contra minha vida enquanto eu dormia. Acordei na hora H com a voz do meu falecido namorado me chamando desesperadamente. Esse rapaz era neto do Capitão Joca Medeiros. Quando acordei, ela estava empunhando um punhal em direção ao meu coração. Segurei fortemente o seu braço e gritei. Minhas irmãs me socorreram, mas nessa mesma noite ela tentou mais duas vezes, como eu já estava acordada me atraquei com ela, mas eu e minhas irmãs só conseguimos desarmá-la na terceira tentativa. Foi horrível! Um pesadelo, pois eu a amava e a amo. (falecida em 88). Se ela achou que eu tinha feito algo de errado, porque não agiu de outra maneira? Tentar matar a própria filha é tenebroso. Mas, já passou.

SIÉLLYSSON - Hoje se pudesse voltar ao tempo, você voltaria para Santa Rita?

MARIA DE LOURDES: - Se eu pudesse voltar no tempo não sairia de Santa Rita teria vivido lá todos os meus dias. Mas se fosse hoje a minha vida nessa cidade eu não voltaria, pois minha família é erradicada aqui. Tenho netos, bisnetos, genro, nora etc. Amo muito minha família. Também minha Santa Rita não existe mais! Como disse um filósofo: "passado são só lembranças, o futuro é um sonho. Temo que viver o hoje, porque o hoje amanhã será ontem".
SIÉLLYSSON - Que mensagem você quer deixar para os leitores desse blog?

MARIA DE LOURDES: - A mensagem que deixo para os leitores desse blog é que não tenham medo de enfrentar seus fantasmas, de ressuscitar seus anjos e demônios, que peguem caneta e papel e escrevam a história de suas vidas, seja o que tenha acontecido de bom e de ruim. Todos nós temos um passado. Os que ainda não têm, estão acumulando experiência e formando um.
Encerro agradecendo a você, Prof. Siéllysson, à oportunidade que me deu para falar um pouco da minha pessoa. Agradeço também ao Universo por está viva para conhecer uma pessoa tão especial que surgiu em minha vida e que tenho certeza não foi por acaso.
"Nam-miohô-renguê-kyô".

A imagem acima é a poetisa Maria de Lourdes Ferreira em 1952 quando era moradora de Santa Rita. Acervo pessoal da poetisa.



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