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segunda-feira, 11 de abril de 2016



Há alguns anos escrevi sobre a emancipação política de Santa Rita e suas respectivas datas. Novamente estou aqui falando sobre este fato histórico que não entra em acordo com opiniões de muitos historiadores. Agora vamos analisar os motivos que levam as diversas interpretações da data de comemoração da emancipação política da cidade de Santa Rita.
O povoado de Cumbe (assim era chamada a localidade que deu origem a cidade de santa Rita) teve sua ocupação em 1586, passando depois por várias categorias como freguesia, vila foi somente no ano de 1880, por meio do decreto Nº 10 de 09 de março que foi criada a emancipação deste território, porém só foi publicada no diário oficial em 19 de março do mesmo ano.
Está aí a questão “A lei entra em vigor quando é criada ou quando é oficializada por meio de uma publicação?” Se você pensou como advogado ou jurista a segunda opção está certa.
Entretanto, estamos falando da criação da independência de uma cidade, o que devemos levar em conta: o dia em que pessoas organizaram a documentação dizendo que esta localidade agora era independente da capital.
Se você pensou como historiador, o que vale é o documento que foi escrito primeiro, sendo assim, a data de comemoração seria o dia 09 de março. Atualmente a data oficial está sendo o dia da publicação 19 de março, conforme foi estabelecido no último governo de Marcos Odilon Ribeiro Coutinho. Então, vamos fazer como fora feito no dia 19 de março de 1890: COMEMORAR! Vejam a descrição do jornal A Gazeta da Parahyba de 20 de Março de 1980.
“Apesar da chuva que durante toda a noite de sexta-feira caiu neste município e ali na Capital, o que impediu o comparecimento de muitas pessoas teriam vindo assistir a festa de instalação da vila e posse da intendência, esteve aquela animada apesar de pouco concorrida. Veio o presidente da intendência da Capital, com seu secretário, bem como a banda de música do 27° batalhão. Neste ano, qual será mesmo a banda que vai tocar? 

Texto publicado no Santa Rita em Foco, março de 2016
Fotografia: Viégas Fhoto (Detalhe da Praça Getpulio Vargas, na década de 1960)


A colonização da cidade de Santa Rita iniciou-se em 1586 com a criação do primeiro engenho da Paraíba, Engenho Real Tibiri, porém foi com a Lei N°02, de fevereiro de 1839 que criaram a freguesia de Santa Rita, na época o presidente da Província da Parahyba era João José de Moura Magalhães. As limitações geográficas da freguesia fora alterada 10 anos depois pela Lei N° 14, de 12 de novembro de 1840.

Quando Santa Rita se tornou freguesia já contava com a feira livre criada em 1822 por solicitação de Estevão José Carneiro da Cunha ao imperador D. Pedro II. A feira fora construída em 1823 onde mais tarde seria o Cine Avenida e atualmente a Igreja Universal do Reino de Deus.

A freguesia de Santa Rita durante o século XIX contava com o mais importante engenho da Paraíba, Engenho Central São João, que moía as canas de vários outros engenhos. Criado em 20 de agosto de 1885, com a finalidade de melhorar o fabrico de açúcar de cana mediante o emprego de aparelhos modernos para a época.

A condição de freguesia (1839) é superada com o decreto de N° 10, de 09 de março de 1890, onde Santa Rita passa a ter o status de Vila rompendo progressivamente a ideia apêndice da Capital.

Havia todo um interesse de lideranças políticas na emancipação política da freguesia de Santa Rita, lideradas pelo Padre Manuel Gersásio Ferreira da Silva,conhecido como Pe. Ferreira, o Coronel e dono de engenho Francisco Alves de Sousa Carvalho e o senador Firmino Gomes da Silveira, organizaram um abaixo-assinado com mais de quinhentas assinaturas e apresentaram ao Presidente do Estado da Paraíba, Venâncio Neiva, com as seguintes observações: o país passava por uma mudança política de Império para República (1889) e consequentemente a freguesia de Santa Rita também florescera durante o século XIX tendo 25 engenhos ativados, 2 igrejas e várias capelas, 2 olarias, 1 usina e 1 cemitério,contando também com a progressiva feira livre que atraia semanalmente gente do interior do Estado.

Esses foram os motivos apresentados pelas lideranças políticas locais para obterem a autonomia política da freguesia de Santa Rita.  O presidente acatou e por meio da Lei N° 10 de 09 de março de 1890, elevou Santa Rita à categoria de Vila.

Segundo o jornal Gazeta da Paraíba constituiu-se um conselho de Intendência presidido por Antonio Gomes Cordeiro. Porém, a nomeação de Presidente do Conselho de Intendência do município de Santa Rita foi de Antônio Gomes CDe Melo, auxiliado por Major Bento da Costa Vilar e Amaro Gomes Ferraz. No entanto, o Sr. Antônio Gomes C. De Melo, passou apenas três meses na presidência.

No dia da comemoração houve passeatas, foguetes e discursos do presidente Venâncio Neiva. A cerimônia fora descrita no jornal “A Gazeta da Parahyba”, publicada em 20 de março de 1890, p. 3 que encontra-se para pesquisa no IHGP (Instituto Histórico e Geográfico da Paraíba). Vejamos um trecho do jornal citado pela autora Martha Falcão no livro Nordeste, Açúcar e Poder:

Apesar da chuva que durante toda a noite de sexta-feira caiu neste município e ali na Capital, o que impediu o comparecimento de muitas pessoas teriam vindo assistir a festa de instalação da vila e posse da intendência, esteve aquela animada apesar de pouco concorrida. Veio o presidente da intendência da Capital, com seu secretário, bem como a banda de música do 27° batalhão.”

O porquê de alguns políticos acharem que devem comemorar no dia 19 de março é porque a festa em comemoração foi realizada no dia 19 de março de 1890, mas esquecem que a lei de emancipação foi decretada com a data de 09 de março de 1890.

A documentação encontra-se no jornal já citado neste artigo “A Gazeta da Parahyba” disponibilizada nos arquivos de IHGP para qualquer pessoa que queira pesquisar. Não é melhor pesquisar do que está comemorando com data equivocada?
Este é mais um ano que escrevo sobre esta data de emancipação errada, espero que seja o último.
Siéllysson Francisco
Imagem da Igreja Matriz de Santa Rita em 1926: Senhor Viégas (in memoria) 
Postado no Santa Rita em Foco, em março de 2015

sábado, 2 de abril de 2016

Os estudos do Professor Siéllysson em livros foram objetos de pesquisas em conclusão de cursos em universidades da Paraíba, agora em Ensino Médio. Alunos do Instituto Nossa Senhor de Fátima entrevistaram hoje (02/04/2016) o historiador para mais um trabalho escolar sobre a cidade de Santa Rita. Vejam as fotos:





Imagens: Danilo Rodrigues e Letícia Nunes

Entrevistador: Murilo Rodrigues
Apoio e assessoria: Letícia Nunes
Assistam ao resultado:




quarta-feira, 23 de março de 2016

Praça Getúlio Vargas na década de 1960 - Fotografia: Viégas
Neste domingo (20 de março de 2016) um dia depois da comemoração da Emancipação Política de Santa Rita, pela segunda vez o professor Siéllysson abriu as portas de sua casa (Cafofo) para amigos e vizinhos, desta vez para a exibição do documentário "Caminhos de Santa Rita: Atrações Turísticas Locais" de autoria do jornalista Luis Carlos Cunha e para uma exposição de fotos inéditas que o Siéllysson fez para seu livro "Santa Rita: A herança cristã do Real ao Cumbe".
"Caminhos de Santa Rita: Atrações Turísticas Locais"  seria apenas um curta para convalidação do seu curso em Comunicação Social pela UFPB, entretanto, o jornalista se apaixonou pela temática e seu curta de 15 minutos tornou-se um longa de 46 minutos, com depoimentos de historiadores, professores e guias de turismos, tudo isso para ressaltar a importância turística deste município. O filme conta com imagens antigas do Senhor Viégas e animações gráfica de Thiago Meireles. Vejam as fotos da Sessão "Cinema no Cafofo".

Siéllysson é um dos historiadores que está presente neste documentário. Vejam as fotos dos bastidores da gravação.

Cenas da gravação em outubro de 2015.

Após a exibição houve uma roda de diálogo sobre memória, patrimônio, educação patrimonial e política pública.

domingo, 13 de março de 2016



Para comemorar o dia da Conquista da Paraíba (05 de agosto), a Escola Estadual do Ensino Fundamental Luiz Ribeiro Limeira, Padrão, em Tibiri II, convidou o Prof. Siéllysson para palestrar sobre a Conquista da Capitania de Paraíba e as mudanças estruturais na cidade de João Pessoa, após a palestra o professor sorteou alguns de seus livros entre os alunos.

Palestra realizado no dia 04 de agosto de 2015.
Vejam as fotos



sábado, 12 de março de 2016



A noite poética no cafofo não é apenas um encontro de amigos, mas sim, uma reunião cultural que nos remete às antigas tradições de saraus realizadas em residências; se no passado se dava por uma tradição elitista, hoje nos encontramos no “Cafofo” por uma questão de segurança que não temos mais em  nossa cidade.
Quando reúno os amigos, preocupo-me com toda a atmosfera que envolverá a todos os convidados, as taças de vinhos, a decoração, o atendimento, a trilha sonora, os acompanhamentos, tudo pensado para fazer de cada encontro uma experiência tranquila, harmoniosa e singular. (Siéllysson Francisco)

As Reuniões e das suas respectivas datas
1ª Noite Poética no Cafofo (19/julho/2014)
Tema: A Origem da poesia
Performance Teatral: Alan Pear


2ª Noite Poética no Cafofo (16/agosto/2014)
Tema: Livre
Performance Teatral: Siéllysson (Palhaço Triste)

3ª Noite Poética no Cafofo (20/setembro/2014)
Tema: livre
Performance Teatral: Alan Pear com um monólogo
Participação musical: Rinaldo Vitorini e Meire Lima


4ª Noite Poética no Cafofo (11/outubro/2014)
Tema: Livre
Participação musical: Umbriel Jorge
Performance Teatral: Siéllysson (o morcego de Augusto dos Anjos)




5ª Noite Poética no Cafofo (22/novembro//2014)
Tema: Erotismo na poesia
Exposição de fotográfica dos participantes com tema: “Nossa Nudez não será castigada” em homenagem à obra de Nelson Rodrigues

6ª Noite Poética no Cafofo (17/janeiro/2015)
Tema: Romantismo: o amor bucólico
Exposição de desenhos de Taís Oliveira
Amigo literário com trocas de livros de poesias

7ª Noite Poética no Cafofo (21/fevereiro/2015)
Tema: livre - Participação musical: Slovik
Performance Teatral: Siéllysson (o viúvo)


8ª Noite Poética no Cafofo (21/março/2015)
Tema: A Boemia dos anos de 1930
Participação musical: Mailson e Jussara


9ª Noite Poética no Cafofo (18/abril/2015)
Tema: Romantismo: A casa da poesia
Exposição de poemas do livro inédito de Siéllysson


10ª Noite Poética no Cafofo (23/maio/2015)
Tema: Livre
Performance dançante: Antoney, dançando Poema de Ney Matogrosso


11ª Noite Poética no Cafofo (15/agosto/2015)
Tema: “O que trago na memória? As lembranças”
Participação musical: Kalé

12ª Noite Poética no Cafofo (19/setembro/2015)
Tema: Livre
Exposição: Fotografia dos 11 encontros

13ª Noite Poética no Cafofo (17/outubro/2015)
Tema: Livre
Homenagem a agitadora cultural Sandra Alves
Exposição: Caricaturas de Sandra Alves, desenhos de Siéllysson
Participação musical: Mailson e Jussara

14ª Noite Poética no Cafofo (28/novembro/2015)
Tema: Sagrado e Profano

15ª Noite Poética no Cafofo (23/janeiro/2016)
Tema: Yin e yang: a força masculina e feminina
Exposição de fotografias antigas do ISFA e do Prof. Francisco de Assis
Homenageado: Prof. Francisco de Assis
Participação musical: Slovik


16ª Noite Poética no  Cafofo (20/Fev./2016)
Tema: Nesta noite baseando-se no texto de Freud sobre Instintos e desejos norteamos nossos diálogos, poemas e músicas.
Participação musical de Slovik Gomes e Mailson Alves

17ª Noite Poética no Cafofo (30/abril/2016)
Tema: “O que vejo?”  .  
Performace musical: Slovik 

18ª Noite Poética no Cafofo (28 de maio de 2016)
Tema: Livre
Performance Teatral: Siéllysson (Eu, Pessoa?)
Exposição de corujas.

19ª Noite Poética no Cafofo  (16 de julho de 2016)
Tema: "Para que vivo?"


20ª Noite Poética no Cafofo (06/Agosto/2016)
 Tema:"Humano, demasiado humano"
 Baseando-nos no livro de Nietzsche  a noite rolou com discussões sobre as condições humanas: desejos, felicidade, direitos...
Participação Musical: Mailson e Jussara


21ª Noite Poética no Cafofo (17 de setembro de 2016) 
Tema: "Transitoriedade, Nostalgia e Desapego".


Este primeiro círculo se fechará com o sarau poético no lançamento do meu livro de poesia "Nudez, Sombra e Luz" que acontecerá no Centro Paroquial (ao lado da Matriz de Santa Rita - Praça Getúlio Vargas) no dia 12 de novembro deste. O evento será aberto ao público. O evento misturará sarau literário com música e tecnologia áudio visual. Alguns personagens criados para as Noites Poéticas estarão presentes neste evento. O valor do livro será de R$ 20,00

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